Poema “O Convite” – Oriah Montain Dreamer

O CONVITE

Não me interessa o que você faz para ganhar a vida.
Eu quero saber pelo que você sofre e se você ousa sonhar em ir de encontro ao desejo do seu coração.

Não me interessa a sua idade.
Eu quero saber se você vai arriscar parecer um tolo por amor, pelo seu sonho, pela aventura de estar vivo.

Não me interessa que planetas estejam no quadrante da sua lua…
Eu quero saber se você tocou no centro de sua própria tristeza, se você se abriu com as traições da vida, ou se você se encolheu e se fechou por medo de mais dor.

Eu quero saber se você consegue suportar a dor, minha ou a sua própria, sem escondê-la, ou diminuí-la, ou consertá-la.
Eu quero saber se você pode sentir alegria, a minha ou a sua própria, se você pode dançar loucamente e permitir que o êxtase percorra seu corpo até a ponta dos seus dedos sem alertar-nos para que sejamos realistas e sem lembrar-nos das limitações do ser humano.

Não me interessa se a história que você está me contando é verdadeira.
Eu quero saber se você consegue desapontar alguém para ser verdadeiro consigo mesmo; se você consegue suportar a acusação de traição e não trair sua própria alma.

Eu quero saber se você consegue ver beleza mesmo quando não for belo todos os dias. Eu quero saber se você consegue conviver com o fracasso, seu e meu, e ainda assim ficar à beira do lago e gritar para a lua cheia prateada “Sim”.

Não me interessa saber onde você mora ou quanto dinheiro você tem. Eu quero saber se você consegue levantar depois da noite de dor e desespero, exausto e machucado até os ossos, e fazer o que é necessário ser feito para alimentar as crianças.

Não me interessa quem você é ou como você chegou até aqui. Eu quero saber se você vai ficar no centro do fogo comigo sem se encolher.

Não me interessa onde, ou o quê, ou com quem você estudou. Eu quero saber o que sustenta você a partir do seu interior, quando todo o resto desmorona.
Eu quero saber se você consegue ficar sozinho consigo mesmo, e se você realmente gosta da sua companhia nos momentos vazios.

– Oriah Montain Dreamer

Esse é um poema sobre vulnerabilidade. Como a vulnerabilidade é algo difícil, esse também é um poema sobre coragem. Se você considerar que quando expressamos o que estamos sentindo, estamos sendo autênticos. Então, podemos também dizer que esse é um poema sobre autenticidade. Outras formas que poderiam definir o assunto do vídeo é poema sobre compaixão ou poema sobre conexão humana, que é o mesmo que poema sobre empatia.

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