Poema ‘A Máscara que Eu Uso’ – Reflexão sobre Autenticidade
Em um círculo é sempre importante marcar o final desse espaço intencional. LEITURA DO POEMA “A MÁSCARA QUE EU USO” Leia o seguinte poema com voz pausada e significativa: “Não se deixe enganar por mim. Não se deixe enganar pela cara que eu mostro Porque eu uso uma máscara. Eu uso mil máscaras – máscaras …
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Sobre esta Cerimônia
Em um círculo é sempre importante marcar o final desse espaço intencional.
LEITURA DO POEMA “A MÁSCARA QUE EU USO”
Leia o seguinte poema com voz pausada e significativa:
“Não se deixe enganar por mim.
Não se deixe enganar pela cara que eu mostro
Porque eu uso uma máscara.
Eu uso mil máscaras – máscaras que eu tenho medo de tirar
e nenhuma delas sou eu.
Fingir é uma arte que já faz parte de mim,
mas não se deixe enganar,
Por Deus, não se deixe enganar.
Eu te dou a impressão de ser seguro
De que tudo está ensolarado e tranquilo comigo por dentro e por fora,
que meu nome é confiança, e que meu lema é tranquilidade,
que a água está calma e eu estou no comando
E que não preciso de ninguém.
Mas não acredite em mim. Por favor!
Minha superfície pode ser lisa, mas minha superfície é minha máscara,
Minha máscara sempre mutante e sempre dissimulada.
Por baixo dela, não há convencimento nem complacência.
Por baixo dela habita o meu eu verdadeiro e confuso,
com medo e solitário.
Mas eu escondo isso. Não quero que ninguém saiba disso.
Entro em pânico ao pensar em minhas fraquezas
e tenho medo de expô-las.
É por isso que eu crio minhas máscaras freneticamente.
Para me esconder atrás delas.
Elas são fachadas indiferentes e sofisticadas
Que me ajudam a fingir,
Que servem de escudo para o olhar que sabe, que entende.
Mas esse olhar é justamente minha salvação,
Minha única salvação, E eu sei disso.
Quer dizer, se for seguido de aceitação,
E se for seguido de amor.
É a única coisa que poderá me libertar de mim mesmo,
Dos muros dessa prisão que eu mesmo construí.
Eu não gosto de me esconder, de verdade,
Eu não gosto desse jogo superficial que estou jogando,
Esse jogo superficial e falso.
Eu queria ser realmente eu, genuinamente eu.
Mas eu preciso da sua ajuda, preciso segurar sua mão.
Mesmo que minhas máscaras te digam o contrário,
O seu olhar é a única coisa que me assegura
daquilo que eu não posso me assegurar:
De que eu tenho algum valor
Mas eu não te digo isso. Eu não ouso dizê-lo.
Eu tenho medo.
Eu tenho medo de que você me menospreze, que vá rir de mim,
E sua risada vai me matar.
Eu tenho medo de que lá no fundo eu não seja nada,
Que eu não valha nada,
E que você verá isso e me rejeitará.
Então, eu faço meu jogo, meu jogo desesperado de faz-de-conta
Com uma fachada de segurança por fora,
E uma criança trêmula por dentro.
Assim começa o desfile de máscaras,
O reluzente e vazio desfile de máscaras,
E minha vida vira uma frente de batalha.
Ociosamente, converso com você em tons suaves de um papo superficial.
Eu te falo tudo que é nada,
E nada do que é tudo,
Do que está chorando comigo.
Assim, quando eu apresentar a minha peça de rotina,
Não se deixe enganar pelo que eu digo.
Por favor, escute com cuidado e tente ouvir
Aquilo que eu não estou dizendo.
Ouça o que eu gostaria de dizer,
Mas que não consigo dizer.
Não será fácil para você,
Minha inadequação há tanto tempo sentida, me deixam na defensiva.
Quanto mais você se aproxima de mim,
Mais eu me protejo.
Apesar do que os livros dizem sobre o homem, eu sou irracional;
Eu luto exatamente contra aquilo que eu busco desesperadamente.
Você gostaria de saber quem eu sou;
Você não deveria,
Por eu sou cada homem, cada mulher e cada criança
Que usa uma máscara.
Não se deixe enganar por mim.
Pelo menos não pelo rosto que você vê.”
Autor desconhecido
—
Agradeça a todos por terem vindo e participado do círculo.